E encontro-me em frente a um espelho com manchas, observando as lágrimas correrem involuntariamente, rolando sobre minha pele seca e deixando sutis marcas no papel reciclado. Reciclar, fazer uma retrospectiva de sensações, pensamentos e vontades. No espelho a casca, um só corpo sem expressões. Intacta, rígida com os olhos vidrados naquela figura que me acompanha há anos. É essa capa, me cartão de visita que chamam de Carolina. É mim. E eu? Quem sou? Eu sou enigma indecifrável, um eu desconhecido em um fragmento de segundo sofre inúmeras oscilações. Eu não tem nome, eu sou mim interior, indefinível. Seca, humana, grosseira, espiritualista, relaxada, irritada, calma. Altos e baixos ao mesmo tempo. Eu sou mim, mim é eu. "Eu e mim se dividem em uma só certeza, alguém dentro de mim é mais eu do que eu mesma". Quisera alguém desvendar mim e eu?
04 julho, 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário