07 julho, 2008

Avulsos.

As pálpebras ficaram pesadas, ela piscava vagarosamente e sorria mesmo estando embriagada de sono. Fecharam-se os olhos, dormir. Eram apenas 19h e aquela doce garotinha encontrava-se entregue à ingenuidade dos sonhos infantis. A saudade que sentia dos mesmos era imensa e incontrolável. Desprendeu, libertou-se. Agora não restam dúvidas, é somente ser, viver, crescer. Renovar. Em uma manhã inspirada no hoje, olhou mais uma vez para seu fiel companheiro, aquele que refletia todos os sentimentos por mais que fosse de forma física, era tudo tão intenso que dava pra ver externamente aquela ruga de preocupação nascendo na testa. O espelho. Ele não mentia nunca. Logo disse: Vou mudar. E mudou, os cabelos curtos e pretos mostram a sensação de liberdade e leveza que a acompanha agora. A rebeldia desaparece e confiante decide viver o agora e não esperar nada do amanhã, ele é tão incerto... Ser feliz. Era tudo o que queria, ter o sorriso que agora aparece no seu rosto deixando as maçãs coradas, para sempre ali. Pudera ela desejar mais alguma coisa?

Um comentário:

cássia guerra disse...

Não se preocupa com o 'Cá', acho que quando a gente lê os textos de outra pessoa dá para conhecer o interior desta muito bem, por isso já se sentes intima. Posso te chamar de Carol também? hah

Gostei muito desse texto, (Como um não tem nenhum comentário?!) pelo que te conheço daqui do blog - só nos falamos 'oi' ao vivo, nossa - seria uma especie de auto retrato. Estou certa!?

Achei lindo.

Beijos, Cá ;)
=*