Seria um sonho querer que sintas minha falta ao acordar, mas é isso que espero. Pra mim estava sendo uma tortura acordar todos os dias ao seu lado e te ver me olhando com um ar de indiferença, como se eu fosse apenas mais um daqueles seus objetos de decoração que tanto me irritavam. Você levantava, tomava seu café preto e ia trabalhar. De noite o mesmo, chegava tarde em casa com uma cara de cansaço (irônico não?), banhava-se, dormia. Nenhuma palavra, nenhum beijo, muito menos uma noite de amor que nem fora a nossa noite de núpcias quando éramos apenas dois apaixonados e pensávamos que aquela noite ia durar para sempre.
Desculpe-me por não conseguir te fazer feliz, mas ainda te amo, por isso resolvi ir embora. Há tempo eu não sorria. Suas provocações e meus ataques de ciúmes me deixaram louca. Prefiro sentir saudade dos bons momentos que restaram em minha mente, os quais passei ao seu lado se é que ainda lembra deles, do que viver presa nesse pesadelo.
Fugir e deixar apenas o perfume que te fazia lembrar de mim enquanto sentias o aroma no pescoço de outras mulheres. Aliás, nem o meu perfume favorito, o qual deixo ocupando o meu lugar na cama, posso mais usar, me sufoca. Se ainda te conheço, irás guardar, pois como já percebi em sua mala de trabalho, você adora guardar peças de roupa íntima, ou qualquer outro objeto que te faça lembrar da mulher com que esteve naquela noite. Caso contrário, não ficarei nem um pouco triste se reutilizares o frasco para com outra pessoa.
Comigo apenas boas lembranças e seu cheiro em minha pele. Adeus Vinícius. Beijos de sua eterna Laura.”
Observação: Aliança “em anexo no envelope.
E assim que se despediu. Em uma fria noite de inverno que a neve escorria pela janela, arrumou as malas com todos seus pertences e nada que a fazia lembrar de mim. Deixando apenas a carta e o frasco de perfume francês em cima de seu travesseiro. No envelope escrito: “Cenas do meu filme em branco e preto, que o vento levou e o tempo traz. Entre todos os amores e amigos de você me lembro mais, de você não esqueço jamais”.
Desculpe-me por não conseguir te fazer feliz, mas ainda te amo, por isso resolvi ir embora. Há tempo eu não sorria. Suas provocações e meus ataques de ciúmes me deixaram louca. Prefiro sentir saudade dos bons momentos que restaram em minha mente, os quais passei ao seu lado se é que ainda lembra deles, do que viver presa nesse pesadelo.
Fugir e deixar apenas o perfume que te fazia lembrar de mim enquanto sentias o aroma no pescoço de outras mulheres. Aliás, nem o meu perfume favorito, o qual deixo ocupando o meu lugar na cama, posso mais usar, me sufoca. Se ainda te conheço, irás guardar, pois como já percebi em sua mala de trabalho, você adora guardar peças de roupa íntima, ou qualquer outro objeto que te faça lembrar da mulher com que esteve naquela noite. Caso contrário, não ficarei nem um pouco triste se reutilizares o frasco para com outra pessoa.
Comigo apenas boas lembranças e seu cheiro em minha pele. Adeus Vinícius. Beijos de sua eterna Laura.”
Observação: Aliança “em anexo no envelope.
E assim que se despediu. Em uma fria noite de inverno que a neve escorria pela janela, arrumou as malas com todos seus pertences e nada que a fazia lembrar de mim. Deixando apenas a carta e o frasco de perfume francês em cima de seu travesseiro. No envelope escrito: “Cenas do meu filme em branco e preto, que o vento levou e o tempo traz. Entre todos os amores e amigos de você me lembro mais, de você não esqueço jamais”.
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