28 junho, 2008

Consternação.

Ela estava lá, vestida com uma fantasia que não lhe agradava muito, parecia ter todos os olhares da festa direcionados a ela e isso a irritava, muito. Aquela apresentação foi seu fim, fim de carreira. Ela não sabia onde se esconder após aquele desastre da arte, da dança. Enfim, o fim. Correu ao banheiro mais próximo e despiu-se, nada ali parecia mais agradável que aquele ato. Após vestir-se de uma forma agradável, foi correndo dançar, fazer aquilo que mais a agradava, era como se estivesse nas nuvens. Desde a primeira música até a última, não parava uma vez sequer e, enquanto flutuava nos braços de vários parceiros de dança, olhava a sua volta a procurar aquela pessoa que por mais que ela soubesse que não iria comparecer a festa, ainda tinha esperanças. Por mais que o ame, sente-se completamente insegura, não se sabe o que está acontecendo entre os dois, afinal, nenhum beijo trocado por mais de uma semana. Mas ela ainda estava ali, a espera dele. A única coisa que a deixa angustiada é o fato dela não saber até quando agüentará essa indiferença, só espera-se que seja por muito tempo, pois é o que se quer, mas infelizmente querer não é poder.

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