Eu finjo sonegar muita coisa, mas o amor me conhece dos pés à cabeça; os lados, lábios, dedos, sentidos... Cada curva, cada toque; sabe do meu gosto, do meu cheiro, sabe de mim, por inteiro, pleno. Briga, diz que não, e volta.
- Não, eu não te quero. – Beija-me os lábios, diz que vai ficar, que não vai me perder, e eu sorrio ingênua caindo em seu jogo.
- Beijo-te, amor. – Beijo por esperar que seja o último dos primeiros, que ele sugue cada insegurança despejada dentro de mim por suas mãos meticulosas que me manipulam feito ventríloquos. Sinto-me vulnerável, isso não me faria bem, mas a culpa é toda dele por ser um artista assaz.
- Para você deve ser comum viver de amores em amores. – E eu contesto com receio – Você já me amou? – Permanece um silêncio e o nervosismo me toma conta. – Então você já me amou.
- Eu te amo.
Uma falha de entendimentos alastra-se em minha mente. Por que ele jamais se avigora para evidenciar tão nobre cálice? Suo frio, em gotas, e diluo-me nas mesmas. Não sei o que fazer.
Ele morde e sussurra em meus ouvidos, beija-me o pescoço, e eu fico ali, entorpecida, mas volta a contemplar meus olhos.
- E o que podemos fazer quanto a isso?
- Beije-me.
07 março, 2009
Mais que mãos dadas.
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4 comentários:
só amo vcs dois juntos, lindos
e como eu amo teus textosssss
waltinha do meu core hahaha
te amo por demais e mais que muito
bjjj
caaara muito bom, meu deus ._.
É tão difícil comentar aqui! Parece que usas todas as palavras possíveis, não sobra espaço pra acréscimos ou observações. É tudo tão pleno!
Amor é dessas coisas. Chega a machucar a tentativa vã de descrever ou ilustrar.
E eu te amo, plenamente. Não some pelos 800 do Energia, ao menos na medida do possível.
get a room
esaiuiaeu kidding.
porra sem comentarios né
to até com vergonha dos meus textos.
hesaue
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