Demorou. Mesmo após largar tudo naquela noite para ir ao encontro dele, deparei-me com as portas fechadas, fechadas pra mim, pro meu maior desejo. Precisava obtê-lo dentro de mim, naquele instante. Era amor, amor demais, não conseguia mais viver sem sua presença, nem que fosse apenas uma mísera gota de sua compleição, mas tinha que estar ali, ao meu lado. Precisava deliciar-me daquele corpo, procurei-o em todos os cantos da cidade, e nada. Era feriado.
Bem que me alertaram que eu estava louca, mas tampei os ouvidos, fechei os olhos e fingi que o alerta não era pra mim. Afinal, que mal há em entregar-se por inteiro em uma paixão? Eu estava errada, estava realmente alucinada e precisava largar aquilo tudo que me era necessário. Sumi da cidade, espaireci, até que me encontraram jogada no chão de uma rua deserta, entregue a minha própria psicose, outra vez.
Hoje, após meses internada em uma clínica onde me tratavam como doente, estou aqui, não toco mais em telefones para correr atrás do meu maior vício, por livre e espontânea vontade e considero-me uma vitoriosa. Estou livre há um mês e não sinto falta. Obrigada Grupo AA (Alcoólicos Anônimos).
Bem que me alertaram que eu estava louca, mas tampei os ouvidos, fechei os olhos e fingi que o alerta não era pra mim. Afinal, que mal há em entregar-se por inteiro em uma paixão? Eu estava errada, estava realmente alucinada e precisava largar aquilo tudo que me era necessário. Sumi da cidade, espaireci, até que me encontraram jogada no chão de uma rua deserta, entregue a minha própria psicose, outra vez.
Hoje, após meses internada em uma clínica onde me tratavam como doente, estou aqui, não toco mais em telefones para correr atrás do meu maior vício, por livre e espontânea vontade e considero-me uma vitoriosa. Estou livre há um mês e não sinto falta. Obrigada Grupo AA (Alcoólicos Anônimos).
(Texto Fictício).
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