Eu fui. Fui porque amanheci tarde e amanheci chorando. Chorei porque quando você me veio, já estava escurecendo e eu esperei. Esperei manhã, tarde, noite; quem sabe um dia...?! Não. Acabou. Você não numera mais o tamanho das minhas vestimentas, e por mais excêntrico que pareça eu cresci. Você? Você ficou aí, acanhado, crédulo. Virou as costas pro mundo enquanto eu abria os braços pra ele dizendo: "Vem cá meu bem. Pode vir que eu te darei do bom e do melhor. Vasto e não vão." Amor, tchau amor. Amor, você nunca contou com o tempo, eu contava, mas agora me desfiz dele. Amor, sua madrugada já passou e eu...perdi o meu relógio.
28 março, 2009
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6 comentários:
Carolina, cada linha, palavra e vírgula combinam exatamente com o que eu estou sentindo.
E não por isso, mas gosto das coisas que escreve. Gosto porque soa bem verdadeiro!
legal que gostou do texto do cigarro. Mais legal ainda você falar que pareceu sincero. Na verdade descrevi um momento que aconteceu há menos de uma semana, no show do Radiohead.
beijos :)
Palavras com força que respondem densidade me tocam ainda que não me digam;
e gosto porque são de uma verdade que nos altera pra muito além do mundo exato em que nos inserimos... as palavras têm justamente o poder de tirar da nossa boca, o que (ainda) não mora no nosso peito.
Lisonjeada me sinto por estar listada por aqui, e agradecida por suas visitas, e, ainda, agraciada por suas belas palavras.
Um beijo e uma volta!
se cuide! ;)
Ah! Eu também perdi meu relógio. Estou procurando um relógio preciso que adiante.
Ah quero o poder das suas palavras! Adoro passar por aqui e ler o que escreves!
Beijão e bom final de semana, Carol!!!
é mal de nome, só pode, só pode.
como tens coragem de elogiar meus textos depois disso? lindo, linda.
Pior sou eu, que nunca me deixei ter a sensação de relógio. Desconfio que me afoguei.
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