Encontrava-se jogada, enrolada nos lençóis abandonados numa aresta qualquer. Versos de amor apenas entravam da cabeça para o peito, da cabeça para o peito. Íntimo. Do peito para o leito, dormir. Pensa, engole, distorce. Previa um dia conseguir articular, apenas proferir as verdadeiras mensagens com boa-fé em um ar que alterna inocência e ousadia, inocência e ousadia. Um “odeio-te” saía com muito mais constância e magnitude do que citações afetuosas; havia cessado o mel. O cetim cor de açúcar já não era dos mais suaves, dos mais macios. De cada encontro; desencontros. De beijos e carinhos às marcas, calores e suores. Palavras nem pensar. De ainda a sempre. Amava-o, muito, indubitavelmente. Mas os tempos de ódio contrastado com bel-prazer eram de muito mais apego onde às escondidas devoravam horas em segundos.
"Eu te odeio, disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. Eu te odeio, disse muito apressada.” – Clarice Lispector.
3 comentários:
Indentificar-me com isso é cruel, eu sei, embora real. Por mais que eu tente, pôr em palavras o quanto me tocas, o quanto me tocas, Carol, - e isso soa repetitivo que só - seria impossível.
Tua transição meninaàmulheremdezsegundosdepoesia me deixa sem ar. És, por natureza, digna do teu dom. E eu te amo por mais isso, além do de sempre. Amém.
Tudo que sai, nada que entra?
meeeeeu
sério
tás pedindo pra eu fazer uma piada nojenta sobre sexo e excrementos
u.u
mas como eu sou muito legal
eu nao vou fazer
e tu vai apagar esse comentario
ahiuhaiuaha
"...apenas entravam da cabeça para o peito, da cabeça para o peito. Íntimo. Do peito para o leito, dormir."
AAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
gozei.
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