04 novembro, 2008

Compactar-me-ei.

Sinto-me descartável feito um brinquedo que após proporcionar a diversão desejada, cansa e é deixado de lado até uma próxima carência de devidas alegrias. A cada minuto, palavras diferentes, de opostos significados são lançadas da boca do meu vício, a qual já derramei grandes doses dos meus mais picantes deletérios. Nada condiz com o que desejo e quando escuto o que anseio é apenas nos momentos em que sinto como se ele fosse o meu freguês e as belas palavras fossem meus pagamentos, de caso pensado. Hoje, dispensada do trabalho árduo, penso que no momento ele deve estar completamente arrependido de ter recusado o convite daquela qual um dia já obteve sede. Fui grossa, o vício também. E eu, pobre ingênua que sou, só queria, por um ínfimo instante, ter a certeza de que ele é meu, e de mais ninguém.

2 comentários:

Junkie Careta disse...

Sobre o texto:

Belíssimo.Você foi de uma honestidade e franqueza passional. Isso permitiu uma fluidez,uma espontaneidade tocante. É tão desprovido de regras. É muito autêntico.

Parabéns.

Sobre o tema:

Nós homens somos todos uns completos idiotas mesmo...

Você mostrou isso pra ele?
se sim, o que ele fez?

Anônimo disse...

esses vícios... hehehe