19 outubro, 2008

Rouge.

Algumas gotas de álcool, um buquê de rosas vermelhas, um arrepio e pensamentos incontroláveis. Vulnerável, inteiramente fruto dele, prestes a ser tragada em poucas rasgadas. Alguns risos, confidências, beijos, carinhos, abraços - e amassos, deve-se confessar. – E seria tão banal obter tal frêmito com versos ácidos ao ouvido e carinhos no cangote rasgando-lhe a garganta com um gosto de primeira vez, mas com receio de extrema, final, tornou-se um ciclo, permanente, onde só o que o importa é o deleite da carne e não os sentimentos nela submersos. Eles, devassados, compartilham o mesmo teto, saboreiam do melhor vinho, fel, transmitem calores incansáveis e adormecem exaustos, apenas sabendo que o inferno é o máximo.

3 comentários:

luiz ricardo disse...

"com um gosto de primeira vez, mas com receio de extrema, final,"

carol, carol carol! hahahah eu adorei esse, tá "poderoso" heh.. consegui imaginar certinho todas as tuas palavras =) no mais, ta otimo, como sempre! amo voce

Augusto Rosa Leite disse...

muito legal fez me mergulhar no mundo em que provavelmente foi imaginado.

beijos carol!
hehe

Anônimo disse...

Forte. A insanidade da bebida e o desejo incontrolavel do toque juntos, mas que novidade ein (digo por mim mesma hahaha)
"prestes a ser tragada em poucas rasgadas." Demaisssss!
Escreves muito Carol!