Ruídos do relógio, o lápis ferindo o papel. Assim escrevem os poetas. Silêncio absoluto aniquilando seus temidos passos da escrita. E eu que não sou nenhuma poetisa e nem ouso chamar-me de escritora, escrevo em qualquer ambiente, com qualquer balbúrdia e infinitas pessoas olhando para mim, como se escrever fosse o maior dos absurdos. Agora mesmo está sendo um exemplo disso, palpável. Mal sabem eles, pobres pessoas sem fábulas, o ânimo que essa caneta está a me transpor. Aqui estou eu, no domínio e eles nem sequer idealizam que estou a descrevê-los em uma folha de papel amarelado. Posso fazer o que bem entender, pois quem escreve mente sem deixar transluzir tamanho atrevimento. Como me divirto com esses meu bonecos. Prazer. Artista, manipulador.
05 setembro, 2008
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5 comentários:
é mesmo! disse tudo! Eu também acabo escrevendo em qualquer lugar ou situação, só deixando a caneta fazer o que quiser!!
bom final de semana!!
Eu gosto muito de escrever quando está amanhecendo. Gosto do silêncio. Mas sobretudo, gosto de pensar e escrever.
Grande abraço!
Melhor que dominador de palavras é o manipulador de pensamentos e idéias.
Melhor que mentir pras pessoas é fazê-las mentirem para si mesmas.
Mas isso é maligno demais.
E eu não sei porque eu disse isso, mas tudo bem.
Eu te amo e admiro as palavras que de ti brotam. Juntas, para mim, fazem o maior sentido do mundo. Obrigada por tudo -nos últimos dias tem sido tudo mesmo.
E continua me manipulando, que eu gosto. ahhahahaah
beeijos cá :D
Me perdoe discordar, mas será que li direito??? Não és poetisa??? Nem escritora??? Então estás sonhando acordada, pois eu digo que o és, e sou eu, Luiz, que diz isso! E sou teu boneco mesmo, podes me manipular à vontade pois tua poesia alimenta minha alma todos os dias, e ainda aprendo a fazer poesia só para te escrever alguns humildes versinhos, nem que seja um simples Te Adoro, mas como não sei, peço que outro poeta se expresse por minha alma:
"
...nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho
Vladimir Maiakóvski compôs e Luiz ofereceu, para a linda menina Carolina!
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