07 setembro, 2008

Ser meu, ser teu; ser sua.

Ela ampla, ela acanhada, ela oscilante, de fato palpável. Olhara da vidraça por inúmeras vezes e dali insignificância avistava. A névoa que a fuligem do cigarro apoiado em seus dedos provocava, cegava seus olhos intensos, impedindo com que notasse o que permanecia ali, em sua frente. De boca em boca, encontrava-se alagada. Fumo, licor, rubro, membro contra membro. Obscuridade, vivacidade resistente dos braços seus, fascinados com braços apetecidos. Imergir em corpo ilhado em cabelos, saliva em contato; as línguas permutadas. Depois não quer, agora diz: seres meu, meu corpo teu; enfim ser sua.

3 comentários:

Bonie disse...

Que profundo o.o

Deu até pra sentir!

Xande Lunardelli disse...

Fac;o questao de elogiar mais uma vez por aqui: esses textos teus, por mais subjetivos e abstratos que sejam, conseguem ser os mais concretos quando me identifico com eles.
Obra-prima!
Obrigado Carol, por poder se expressar e ao mesmo tempo nos expressar nos teus textos e nos ajudar no caminho do auto-conhecimento...
Obrigado mesmo! e Parabens!
Te adoro!
beijos

André disse...

Vour fingir que não entendi o twister tropical.

u.u