Em meio a murmúrios de versos abafados pelas gargalhadas, encontro-me, minúscula, debilitada por uma hipnose descuidada. Olho a minha volta, melancólico júbilo, ecoei sublimemente, refleti afastada. Egos, ostentações dispersantes, rompidas.
Eu, outrora entusiasmada por mãos robustas, pujantes, vigorosas, já amei servilmente, estoicismo era minha dita muda. Hoje não, apenas desejo, ambiciono o acesso dos encantos vedados, um desses cujo desdouro possui a mesma fórmula intensa que o rosto de um idiota.
Vou pra casa descansar. Deleitar-me-ei, beberei, traçarei o rum aos grandes tragos.
25 setembro, 2008
Hausto.
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3 comentários:
Rum aos grandes tragos? Sim, desde quando virasse pirata?
E quando eu falei pra tirar carne, era só a carne. Não era pra trocar tudo por três pontinhos.
Tsc tsc
tu me deprime Caroline Xícara Praias
demais
o que uma aula de geografia nao faz ;)
Achei você mais "impenetrável",(oops!)nesses dois últimos textos,quase monologando. É intencional?
E também notei um tom mais "parnasiano" no estilo. Sinto você mais intensa no verso livre, como no maravilhoso "Expedição".
Sua última estrofe me lembrou muito um verso de Rimbaud que eu amo:
"A primavera me trouxe o pavoroso riso do idiota".
É só poesia ou é um pequeno vômito momentâneo? a arte reproduzindo a vida?
Quando tiver um tempinho, estou falando sobre até que ponto se pode querer alguém em meu último delírio, no spleen rosa chumbo.Dê uma olhada.
Não concordo que você esteja só iniciando. Seu texto já revela qualidade que um iniciante não possui.
Grande abraço
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