28 setembro, 2008

Golpe.

Aquele álcool que viajou por minhas veias, retardou meus reflexos, fez-me deliciar nos graves braços do ignorado que me beijando os lábios calou-me as palavras. Larguei por distração. Ouso dizer que algo me prende onde não deveria. O odor de fumo encravado em meus fios de cabelo relembra-me do instante em que virei deixando marcas de batom; joguei-me de cara aberta, sem minha espada e armadura, pensando no ineficaz, abocando em mim uma cobiça daquele corpo, desejo frígido, consternação, com uma breve pretensão de assassinar, trucidar por despeito. Sinto-me obtusa.

5 comentários:

André disse...

Alguém ficou tchuca no el divino

luiz ricardo disse...

"odor de fumo encravado em meus fios de cabelo relembra-me do instante em que virei deixando marcas de batom;" nossa carol, eu adoro os teus textos, e eu adoro as palavras que tu usa :) teu vocabulário me deixa 'uou' demais heheheh beijos love you!

beatriz jorge disse...

alguém ficou tchuca no el divino[2]
UAHUAHUAHUAHUA é, carol

Renata Pavan disse...

o comentário do andré foi ótimo! ahahhahahahahah

sara castillo disse...

compartilhamos a mesma sensação de.
algo sempre parece me prender onde não deveria...