09 setembro, 2008

Desidratei;

Jamais pensei que seria tão sufocante inventar com a precisão de um tiro certeiro, ou quem sabe erroneamente. Literatura extravagante do desejo mais sólido. Entranhei e quero esquivar. O zumbido a minha volta não tem mais definição, qualquer ensaio de concentração é inútil, em vão. O livro jazido por baixo dos meus braços, singular lapso, desatenção. Fora dos eixos, eu. Vaga, seca, bege. Um grito de suprimento, um pedido de hálito. Ausente das benevolências, crua. Sorriso entorpecido; não sei manifestar-me. Pálpebras pesadas, preciso de um refúgio. Tremor, tremor, tremor, tudo o que sinto. Só sinto-me mais leve por saber que eu carrego certa afeição por mim, ainda.

2 comentários:

~Lilah disse...

Queria sentir o que depois de passar a madrugada escrevendo, hein?!

hahahah

aiai

ééé para o mundo que eu quero descer!!!

Conde Vlad Drakuléa disse...

Minha querida, imagine se tu escreves um livro de poesia, serei o primeiro a comprá-lo!!!
"Literatura extravagante do desejo mais sólido." Como defines sentimentos em palavras com extrema facilidade! Eu demoraria dias para fazer o que fazes em minutos!!! Toda literatura é bela, a sua é única, é como degustar um vinho raro, sou de opinião de que as poetisas realmente boas, são tímidas, escrevem em silêncio, não querem muito ser notadas! Mas é impossível não te notar! Beijos do teu fã distante... Le Comte...