18 agosto, 2008

Veneno a flor da pele.

Cientes de tudo que possa vir a ocorrer contra eles, escrevem os indignados. Aquele aroma de falsidade no ambiente deixando todos zonzos, estava tudo claro, tinha significado puro. Fumaça do fumo mais letal. Risos, convites, falas, verdades oprimidas, mentiras devassadas, máscaras caídas ao chão. Quanta ironia. Sangue frio e a vingança mais perfeita, sem deixar marcas, vestígios. Estava ali, pronta para dar o bote, verdadeira cobra malévola, sutil, perspicaz. Ínfimo instante de enfermidade. A criativa sem traços típicos agiria harmoniosamente, sem desafinar. Vibração de sons e o baque exato. Seria eu a desafiante desejada? Para que tanto pranto? Vítima, destruição súbita. O jogo inicia-se agora, a cartada precisa. Deseja-se uma boa... Permita-me dizer, má sorte.

3 comentários:

~Lilah disse...

Dessa vez nem sei o que comentar.
O jogo de palavras está muito bom, como sempre. Mas esse texto em especial me soou muito pessoal e como não sei do que se trata apenas posso elogiar seu português hehehe!!!

Beijos!!

E fique bem!

T disse...

" e os dados ainda estão rolando.. "

Seria eu a desafiante desejada? Para que tanto pranto?

muito bom !!

Anônimo disse...

admiradoramente sutil. palavras cuidadosamente escolhidas, colocadas no lugar certo. Sem tirar nem pôr, teu texto foi na medida exata.
"Deseja-se uma boa... Permita-me dizer, má sorte."

eu não poderia pensar num final melhor.

te amo cacá