20 junho, 2008

Silêncio desafinado.

Folhas de outono, pôr-do-sol e aquela lua cheia amarelada, ofuscavam-lhe os olhos que brilhavam ao olhar aqueles olhos azuis. Aqueles olhos. Ela sentiu-se hipnotizada e amolecida, derretida em seus braços. O frio gelava os lábios vermelhos e secos em meio a beijos e corpos ligeiramente quentes. O silêncio. Escutar a respiração e os batimentos cardíacos acelerados, o cenário maravilhoso, tudo colaborava para aquela tarde e dessa vez não era sonho, ela realmente estava ali o fixando com o olhar. Era só querer, ele podia dominá-la, pois ela estava, para ele, totalmente vulnerável. Qualquer coisa que falasse seria perfeito, mais belo que qualquer poesia. E ela não precisava de mais nada, bastava ser, continuar assim, sempre.

2 comentários:

n disse...

Paradoxo apaixonante. É o ponto vital de um grande romance onde o invunerável se entrega, o dominador é dominado, e o silêncio nos permite ouvir sons que só os amantes podem ouvir.

Keep walking Carolina!!!

Beijão!!

Larissa Martins disse...

ameeeeei
como sempre nééé
beeeijos meu amor
saudades ;*